Compaixão

O conceito de compaixão é antigo no pensamento filosófico ocidental. O termo tem sido foco de alguns novos modelos de psicoterapia, como é o caso dos autores Paul Gilbert (Inglaterra) e Kristin Neff (Estados Unidos). Segundo Paul Gilbert, a Terapia Focada na Compaixão surge a partir de estudos envolvendo pacientes muito críticos e severos consigo mesmos. A raiva e desprezo são frequentemente descritas por essas pessoas.

Podemos falar da compaixão que desenvolvemos por outras pessoas e utiliza-se o termo autocompaixão quando utilizamos as mesmas estratégias conosco, para diminuição do volume da crítica interna. O objetivo é possibilitar o desenvolvimento de uma atitude mais compassiva consigo, a busca de uma voz interior calorosa e amorosa. Assim como falamos com carinho com um amigo, podemos passar a utilizar um tom mais carinhoso conosco.

O modelo desenvolvido por Kristin Neff (2015) é composto por três competências:

  • Mindfulness – observar a autocrítica
  • Gentileza – modificar o tom crítico pelo da gentileza amorosa
  • Somos todos humanos – compreender a nossa natureza humana como digna de falhas e erros

Neurocientistas apontam que a autocrítica modifica o cérebro para um estado de autoinibição e autopunição que nos leva a desanimar frente aos nossos objetivos. A auto-crítica aciona o sistema de ameaça do cérebro que passa a produzir cortisol (o hormônio do estresse), e passamos a nos sentir com medo intenso e paralisados. No treinamento de compaixão, o foco está no desenvolvimento da parte de segurança do cérebro, fazendo com que este não esteja mais em estado de ameaça e sim de calma, com a sensação de que a pessoa está segura e sim pode relaxar.

Participe do nosso próximo workshop de compaixão em nossa página “cursos”.