Aceitação (ACT)

O termo aceitação é desenvolvido a partir do modelo da Terapia de Aceitação e Compromisso, modelo de psicoterapia criado nos Estados Unidos por Hayes, Wilson e Stroshal (1999) e conhecido como Acceptance and Commitment Therapy.

Aceitar para esse modelo não quer dizer aceitar as controvérsias da vida. Utilizamos o termo aceitação quando nos referimos àqueles eventos que acontecem dentro da nossa pele e que somente nós temos acesso: emoções, pensamentos, sensações físicas (como dores, enjôos, etc) e memórias. Aceitar seria diferente de conformismo ou resignação. É uma ação de observação de tais fenômenos e de tentativa de não fugir deles, principalmente aqueles que incomodam.

Quando treinamos a aceitação em manifestações de ansiedade por exemplo, treinamos a experiência de perceber as manifestações físicas de ansiedade no corpo (exemplo: falta de ar, taquicardia, sensação de desmaio, tremores, entre outros) e tentamos evitar a fuga via observação. Neste modelo, quanto mais fugimos ou evitamos esses eventos que ocorrem dentro da nossa pele, menor é a probabilidade de aprender a manejá-los pois a tendência é fugir e não lidar.

Desenvolvemos uma série de estratégias para controlar ou evitar entrar em contato com esses eventos internos, principalmente quando são desagradáveis. Cada comportamento que tem uma função de diminuir ou evitar a sensação desagradável do evento interno é detectado. Exemplos destes comportamentos com tal função podem ser exemplificados como: comer (para obter alívio da ansiedade), fumar (para obter alívio de tensão), ficar em casa (para evitar sentir medo de situações sociais). Estes são apenas alguns exemplos. No treino de aceitação, tomamos consciência dessas fugas e de quais eventos internos elas estão se referindo e que estão sendo difíceis de manejar.

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