Instituto Brasileiro de Mindfulness


O Ibmind tem como objetivo o treinamento das habilidades emocionais a partir do referencial teórico de mindfulness, aceitação (ACT) e compaixão.

Mindfulness

O termo Minfulness pode ser explicado como um estado ativo de atenção ao momento presente. Quando você está “Mindful” você observa seus pensamentos e emoções com uma certa distância, sem julgá-los. Ao invés de deixar a vida passar por você sem consciência, Mindfulness significa viver o momento estando atento à experiência (situação, sentidos, emoções, etc). A prática é evidenciada em extensa produção científica, demonstrando sua efetividade principalmente na área da saúde. O cultivo da prática envolve intenção, tratando-se de um processo que se desenrola com o treino.

Estudos de Mindfulness evidenciam que praticantes se mostram mais satisfeitos do que a média das pessoas que não praticam. Estudos mostraram que ansiedade, depressão e irritabilidade podem se modificar com a prática regular além de fortalecer o sistema imunológico, ajudando a combater gripes e resfriados (Williams e Penman, 2015). Na última década, outros estudos mostram benefícios para o Déficit de Atenção e Hiperatividade, dores crônicas, no combate das compulsões, e muitos outros.

A vantagem do treinamento de Mindfulness é que você pode praticar em situações do cotidiano como ouvir música, ao se alimentar ou tomar banho. Por isso utilizamos o termo Mindfulness como estilo de vida. A prática de mindfulness passou a fazer parte da medicina comportamental a partir dos programas de redução de estresse de Kabat-Zinn (1982). O conceito, cuja origem está nas práticas orientais de meditação (Hanh, 1976), despertou, logo no início dos anos de 90, o interesse de clínicos fora da área da medicina comportamental.

Aceitação (ACT)

O termo aceitação é desenvolvido a partir do modelo da Terapia de Aceitação e Compromisso, modelo de psicoterapia criado nos Estados Unidos por Hayes, Wilson e Stroshal (1999) e conhecido como Acceptance and Commitment Therapy.

Aceitar para esse modelo não quer dizer aceitar as controvérsias da vida. Utilizamos o termo aceitação quando nos referimos àqueles eventos que acontecem dentro da nossa pele e que somente nós temos acesso: emoções, pensamentos, sensações físicas (como dores, enjôos, etc) e memórias. Aceitar seria diferente de conformismo ou resignação. É uma ação de observação de tais fenômenos e de tentativa de não fugir deles, principalmente aqueles que incomodam.

Quando treinamos a aceitação em manifestações de ansiedade por exemplo, treinamos a experiência de perceber as manifestações físicas de ansiedade no corpo (exemplo: falta de ar, taquicardia, sensação de desmaio, tremores, entre outros) e tentamos evitar a fuga via observação. Neste modelo, quanto mais fugimos ou evitamos esses eventos que ocorrem dentro da nossa pele, menor é a probabilidade de aprender a manejá-los pois a tendência é fugir e não lidar.

Desenvolvemos uma série de estratégias para controlar ou evitar entrar em contato com esses eventos internos, principalmente quando são desagradáveis. Cada comportamento que tem uma função de diminuir ou evitar a sensação desagradável do evento interno é detectado. Exemplos destes comportamentos com tal função podem ser exemplificados como: comer (para obter alívio da ansiedade), fumar (para obter alívio de tensão), ficar em casa (para evitar sentir medo de situações sociais). Estes são apenas alguns exemplos. No treino de aceitação, tomamos consciência dessas fugas e de quais eventos internos elas estão se referindo e que estão sendo difíceis de manejar.

Participe do nosso próximo workshop de aceitação em nossa página “cursos”.

Compaixão

O conceito de compaixão é antigo no pensamento filosófico ocidental. O termo tem sido foco de alguns novos modelos de psicoterapia, como é o caso dos autores Paul Gilbert (Inglaterra) e Kristin Neff (Estados Unidos). Segundo Paul Gilbert, a Terapia Focada na Compaixão surge a partir de estudos envolvendo pacientes muito críticos e severos consigo mesmos. A raiva e desprezo são frequentemente descritas por essas pessoas.

Podemos falar da compaixão que desenvolvemos por outras pessoas e utiliza-se o termo autocompaixão quando utilizamos as mesmas estratégias conosco, para diminuição do volume da crítica interna. O objetivo é possibilitar o desenvolvimento de uma atitude mais compassiva consigo, a busca de uma voz interior calorosa e amorosa. Assim como falamos com carinho com um amigo, podemos passar a utilizar um tom mais carinhoso conosco.

O modelo desenvolvido por Kristin Neff (2015) é composto por três competências:

Mindfulness – observar a autocrítica

Gentileza – modificar o tom crítico pelo da gentileza amorosa

Somos todos humanos – compreender a nossa natureza humana como digna de falhas e erros

Neurocientistas apontam que a autocrítica modifica o cérebro para um estado de autoinibição e autopunição que nos leva a desanimar frente aos nossos objetivos. A auto-crítica aciona o sistema de ameaça do cérebro que passa a produzir cortisol (o hormônio do estresse), e passamos a nos sentir com medo intenso e paralisados. No treinamento de compaixão, o foco está no desenvolvimento da parte de segurança do cérebro, fazendo com que este não esteja mais em estado de ameaça e sim de calma, com a sensação de que a pessoa está segura e sim pode relaxar.

Participe do nosso próximo workshop de compaixão em nossa página “cursos”.

Programa de Desenvolvimento Emocional

Postagem Como lidar com a raiva PDE é um programa que tem como objetivo o treinamento de habilidades emocionais baseado no referencial teórico de mindfulness + aceitação + compaixão (Vogel, 2016). Foi criado para trazer uma nova compreensão sobre a importância das emoções e como manejá-las.

O programa atua em escolas, empresas e centros de saúde.

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Mindfulness & Performance

Mindful performance é a habilidade de estar no momento presente confiante dos meus próprios talentos sem se apegar ao resultado final, aumentando assim a chance de utilizar todo o seu potencial.

A prática da meditação evidencia um recurso muito precioso para qualquer área da nossa vida: a atenção. E se podemos aprender a aproveitar e melhorar a qualidade de nossa própria atenção, nossas relações, nosso trabalho e nossas atividades se beneficiarão. Assim como vamos a academia treinar e desenvolver musculatura, a meditação constrói os músculos da atenção.

Estudos recentes mostram que a atenção afeta a parte do cérebro responsável pela auto regulação emocional, que pode nos ajudar a evitar perdas de tempo e produtividade no trabalho, como por exemplo, ficar períodos longos de tempo em Facebook ou WhatsApp. Para ilustrar ainda mais este ponto, o mesmo estudo da Universidade de Washington testou o efeito da meditação mindfulness sobre o comportamento multitarefa de três grupos de profissionais que trabalham em multinacionais. "Descobrimos que apenas aqueles treinados em meditação permaneceram em tarefas por mais tempo e tiveram menor gasto de tempo em atividades dispersivas, além de reportar incidência menor da emoção negativa após o desempenho da tarefa. Além disso, os grupos de meditação relataram também uma melhora na memória com a prática.

Outro estudo recente da Harvard Medical School mostra que a meditação aumenta a massa cinzenta do cérebro, que chamamos de hipocampo. É nesta região que encontramos o desenvolvimento da autoconsciência, da compaixão e da introspecção. Todos nós podemos cultivar essas qualidades, elas são fundamentais para criar relações produtivas e criativas. Não há dúvida que estar presente é sobre estar atento ao mundo ao seu redor - interior e exterior. E se você está cultivando a atenção como um hábito, você estará sintonizado e perceberá muito mais.

De acordo com a Harvard Business Review, a atenção plena não é mais um luxo para os líderes. É um "must-have". Trata-se de uma maneira de manter nossos cérebros saudáveis, apoiar a auto regulação e as capacidades efetivas de tomada de decisão, além de nos proteger do estresse tóxico.

Instituto Ibmind

O Instituto Ibmind tem como objetivo realizar trabalho de assistência psicológica de qualidade para comunidade carente em todo Brasil.

Contamos com psicoterapeutas formados e que atuam em grandes regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Belo Horizonte, Ceará e Porto Alegre. Todos os profissionais são devidamente cadastrados em seus respectivos conselhos regionais de psicologia.

Após triagem, o paciente é encaminhado para um psicoterapeuta próximo da sua região e é atendido por um período de três meses e em sessões semanais.

Atendemos adultos, adolescentes, crianças, casais e famílias.

O telefone para agendamento de triagem é o (11) 3758-5642 com Tatiane.